Recordava-se de ter parado na ponte
e debruçado para o caudal,
atraída pela corrente. Um remoinho
de água e de lama
que arrastava árvores, bichos e almas.
E recordava-se de (como se se dirigisse
a outra pessoa,
como se agisse como
uma encenadora, exigindo aos actores
aquilo que ela própria nunca faria)
saber precisamente o que havia a fazer.
Fechar o guarda-chuva,
pousá-lo no passeio. Soltar a carteira,
certificar-se que
tinha os documentos, as chaves de casa.
Pousá-la.
Hesitara quanto às botas.