Aprendera a cair
nos primeiros passos.
Onde ficava o corpo, o chão,
a fome que formava uma espécie de pele.
Nunca teria outra. Nascia-lhe da boca.
Expunha-lhe as feridas, secava-lhe o sangue,
comia-lhe a carne.
Olhava em volta e via
que ninguém vira. Saberia o que
se acumulava na ponta dos dedos.
Via como o pé tacteava o nada.
Pisava, parecia-lhe, os seus próprios olhos.