Como essa coisa amarga
que lhe ocupava a boca.
Erro, falha, fome,
luz mais limpa do que
manhã de Maio.
Bastava-se a si mesma.
Engolia-se com a saliva,
escorria pelo canto
dos lábios, limpava-se com
as costa da mão,
cuspia-se quando
já não se suportava.
Não havia nada
para sentir,
esconder ou mostrar.
Não era língua,
não seria consolação.