23.2.26

Fevereiro


Ninguém é de ninguém,
não duvidava (não haver dúvidas
significava só que não havia fé,
e que a descrença lhe
cobria o corpo como mancha de óleo
sobre um mar de cinzas), como 
se a pele por detrás da pele
e depois mais nada. Nem nome, rosto
ou sopro de respiração.