De quem era o corpo
que tinha na cama.
Nem quanto ao seu estava segura.
De quem era o nome, o peso,
a baba em que lhe tinham
esmagado o coração.
Uma lama grumosa como coalho,
hábito, vício, vocação de coisa
quotidiana.
Aprendera a limpar-se, a desfazer
a cama e mudar os lençóis.
Saberia usar-se como
se também essa fosse uma tarefa que
alguém lhe atribuíra. Como se fosse
paga, fim e função, peça a peça até
perfazer um corpo