Entre o fictício, o ficcional
e a fé de quem não acredita
sequer na possibilidade de
acreditar,
o corpo das mulheres, todas
e cada uma (se existissem
mulheres,
se algum dia tivessem
saído inteiras
das suas próprias coxas),
a forma figurada da literatura.
O dos homens (também eles
não mais
do que o resíduo seco
do que elas
expulsaram por entre as pernas),
a função, a fraude,
a fome que engendra fome.
Pobreza,
apesar das promessas.