A rima prendia o ritmo
dentro de um movimento
mecânico e previsível. Mas o ritmo,
o da respiração, o do tempo,
o do movimento do mundo,
o das próprias palavras,
era preciso
procurá-lo em outro lugar.
Não era previsível nem antecipável,
não cabia em cadências, consonâncias
e formas fixas. Teria de admitir
o desacerto, a arritmia, a fealdade como
a sofreguidão de quem não aceita menos
do que sorver o mundo, fazer-se ruído,
arfar como quem sofre de prazer.
E isso seria o fim e ponto de partida.
Enfim capaz de ser o que não era.