Marjane Satrapi est morte de tristesse
un peu plus d’un an après
le décès de Mattias Ripa,
son mari et l’amour de sa vie,
escreve a família, em comunicado.
¿Es posible morirse de pena?,
pergunta o El País, interrogando-se se,
para lá do mito romântico,
existirá suporte científico para
o morrer da perda,
o desistir diante
do que não tem depois
e não é senão
a perda que se soma à perda
até que
nem nome nem memória
se distingam do nosso nome.
A resposta (porque há resposta para
quase tudo,
explica-se, nomeia-se, enquadra-se
no quadro clínico, pesa-se, mede-se,
medica-se)
fala da norma e da excepção, do vínculo,
da solidão e da fragilidade afectiva.
O coração partido é muitas vezes,
só e apenas, o sombrio e fundo
nome do tempo. Não haverá depois.