11.6.26

Cuando se abre en la mañana


Acerca das flores,
havia alguma coisa a dizer.
Tinha-as semeado, plantado, mas
não sabia se eram suas.
Se elas eram ela ou se era ela quem
lhes pertencia. A quem pertencia a posse,
poderia perguntar.
Se as crianças pertenciam
a quem as concebera, transportara
e parira
ou se a mãe lhes pertencia, a elas, ela
que via como a filha olhava em volta
com a confiança, mas o medo,
de quem traz o mundo no fundo do ventre.
Prosseguia, porém,
como se cada coisa, casa, herança e filiação,
não se acumulasse contra a carne,
olhos e os ossos,
numa revolta de anos e de subtracção.
Primeiro o sangue, depois o tempo e depois
o nome, que as gerações não retêm.